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    Real Digital e Pix: funcionamento, benefícios e tipos de transação

    21 de outubro de 2026
    Por Redação Zoop
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    Quando foi a última vez que você fez um Pix? Talvez tenha sido hoje mesmo. O sucesso dessa modalidade mostra como as soluções digitais podem transformar a forma como lidamos com o dinheiro. Agora, com o Pix consolidado, o Brasil avança em outra frente: o desenvolvimento do Real Digital, também chamado de Drex.

    Desde o seu lançamento, essa modalidade de pagamento rapidamente ganhou a confiança da população. Para você ter uma ideia, houve um aumento de 107% no valor das transações Pix entre 2021 e 2022, de acordo com o Relatório de Gestão do Banco Central.

    A ampla adoção do Pix expandiu a presença dos pagamentos instantâneos na rotina de consumidores e empresas. Além disso, impulsionou a inovação no setor, o que promoveu maior inclusão financeira e eficiência para empresas de todos os portes.

    Mas como o Pix chegou a esse nível de adesão e quais oportunidades podem surgir com a evolução das tecnologias financeiras no Brasil? Ao longo deste conteúdo, você entenderá a evolução do Pix, o que é o Real Digital, como funciona, tipos de transação e muito mais!

    Como o Pix surgiu, foi implementado e cresceu?

    Lançado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020, o Pix foi criado como um meio de pagamento instantâneo, disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano. Antes, transferências interbancárias como TED e DOC eram limitadas ao horário comercial, podiam levar horas ou dias e envolviam taxas.

    E o uso do Pix não se restringiu aos primeiros meses de operação. Atualmente, 7 em cada 10 brasileiros apontam o Pix como seu meio de pagamento favorito, à frente do cartão de crédito (53%) e do dinheiro (46%), segundo pesquisa da Zoop em parceria com PiniOn.

    Claro, a adesão ao Pix não aconteceu por acaso. A combinação de praticidade, rapidez e segurança está entre os aspectos associados à experiência de uso do Pix. Mas quais vantagens esse meio de pagamento oferece para quem vende? É o que veremos a seguir.

    Leia também: Vantagens do Pix no varejo e como oferecer esse meio de pagamento!

    Quais são os benefícios do Pix para os negócios?

    O Pix oferece recebimento instantâneo, redução de custos, praticidade, segurança e mais opções de pagamento. Para as empresas, esses benefícios podem facilitar o fluxo de caixa, agilizar operações e tornar a jornada de compra mais simples, especialmente no ambiente digital e em diferentes canais de venda.

    Diante desses benefícios, 98% dos brasileiros consideram o Pix uma forma de pagamento que facilita as compras online, de acordo com um levantamento da Zoop em parceria com PiniOn.

    A seguir, veja mais detalhes de como o Pix pode impactar diferentes aspectos da operação empresarial:

    Benefício Como o Pix contribui para os negócios
    Redução de custos com pagamentos Diminui despesas relacionadas a transferências bancárias tradicionais, como TED e DOC.
    Recebimento e liquidação instantâneos Permite que os valores sejam recebidos a qualquer hora, inclusive fins de semana e feriados.
    Mais agilidade nas operações Otimiza o processo de cobrança e recebimento ao reduzir etapas e o tempo necessário para concluir uma transação.
    Experiência de compra mais simples Oferece um meio de pagamento rápido e muito conhecido pelos consumidores, o que pode facilitar a conclusão de compras, ainda mais no ambiente digital.
    Segurança nas transações Conta com mecanismos de autenticação e camadas de segurança definidos pelo ecossistema do Banco Central.
    Acesso a pagamentos digitais Viabiliza que pequenos negócios e empreendedores recebam pagamentos sem depender necessariamente de uma maquininha de cartão.
    Integração a diferentes canais de venda Pode ser incorporado a sites, aplicativos, sistemas de cobrança e outros pontos de contato.

    E a evolução não para por aí: novas funcionalidades e possibilidades de uso podem expandir ainda mais o papel do Pix nas estratégias de negócios.

    Leia também: Pix na Maquininha: Guia Completo para Vendas Presenciais

    Quais são as oportunidades que o Pix reserva para o futuro?

    Novas funcionalidades e integrações podem transformar o uso do sistema, como Pix Automático, Pix por aproximação, Pix Parcelado e soluções para pagamentos internacionais. Para as empresas, essa evolução pode criar novas formas de cobrança, facilitar jornadas de compra e oferecer mais possibilidades de integração financeira.

    Essas possibilidades já fazem parte da evolução do ecossistema de pagamentos e ajudam a indicar os caminhos que o Pix pode seguir nos próximos anos.

    Durante a segunda edição do Zoop Summit, Rafael Bianchini Abreu Paiva, coordenador de Regulação de Riscos Financeiros de Infraestruturas de Mercado Financeiro no Banco Central, apresentou três iniciativas que ajudam a visualizar algumas dessas oportunidades. Confira!

    1. Pix offline

    Em desenvolvimento pelo Banco Central, o Pix offline busca viabilizar pagamentos mesmo quando não há conexão com a internet, graças a tecnologias como QR codes gerados previamente.

    Dessa maneira, a proposta é que comerciantes e consumidores possam efetuar transações em situações nas quais o acesso à rede seja instável ou indisponível.

    Porém, o Pix offline ainda está em construção pelo Banco Central e não tem previsão de lançamento.

    Leia também: Pix offline: como sua empresa se beneficia com esse recurso?

    2. Pix Parcelado

    Para compras de maior valor, o Pix Parcelado surge como uma alternativa de crédito vinculada ao pagamento instantâneo. Com esse recurso, o consumidor pode parcelar a operação, enquanto o estabelecimento recebe o valor  de acordo com as condições da modalidade.

    Para o varejo, essa solução pode representar mais uma opção para oferecer parcelamento aos clientes sem depender exclusivamente do cartão de crédito.

    3. Pix internacional

    O avanço do Pix também contempla possibilidades de uso em transações internacionais. A iniciativa ainda está em desenvolvimento, mas pode facilitar pagamentos e recebimentos entre diferentes países, o que interessa especialmente a empresas que lidam com fornecedores, parceiros ou clientes no exterior.

    No entanto, em 2026, o Banco Central não divulgou uma data de lançamento para o Pix Internacional. Na Agenda Evolutiva de 2026, o tema aparece condicionado à disponibilidade de recursos do BC, ao lado de outras iniciativas, sem mês ou data de implementação definida.

    Os projetos mostram que a infraestrutura de pagamentos brasileira continua em transformação, com novos recursos voltados a diferentes necessidades de consumidores e empresas.

    Mas a evolução do sistema financeiro não se limita ao Pix: o Banco Central também constrói uma infraestrutura para operações com ativos digitais, conhecida como Drex. Para entender como esse projeto funciona, é importante conhecer primeiro o que é o Real Digital.

    Leia também: Pix Internacional: o que é e como funcionará essa forma de pagamento?

    O que é o Real Digital?

    Também chamado de Drex, esse recurso consiste em uma representação digital do real desenvolvida pelo Banco Central para a liquidação de transações com ativos virtuais. O projeto está em fase de testes e busca viabilizar operações financeiras mais seguras, eficientes e programáveis, com participação de instituições autorizadas.

    Isto é, o objetivo do Real Digital (Drex) é ter o mesmo valor do dinheiro brasileiro impresso, com a diferença de que só existe e só pode ser utilizada virtualmente. Assim, é possível facilitar o dia a dia das pessoas, com a oferta de uma moeda simples de ser utilizada para as mais variadas transações financeiras.

    Apesar dos pontos positivos oferecidos, o Real Digital é uma moeda alternativa: os brasileiros terão a opção de usá-la ou não. Ou seja, o dinheiro em espécie não deixará de existir da noite para o dia, ainda que essa substituição possa acontecer futuramente, sem previsão ou intenção inicial expressa.

    Além disso, o Drex não consiste em uma criptomoeda. Afinal, a moeda eletrônica brasileira será emitida, distribuída e regulamentada pelo Banco Central do Brasil. As criptomoedas, por sua vez, não são emitidas por um banco central, diferentemente de uma Moeda Digital de Banco Central.

    Agora, para compreender melhor a proposta do Real Digital, é preciso olhar com detalhe para os propósitos que estão por trás do projeto.

    Por que o Brasil criou o Real Digital?

    A criação do Drex acompanha o movimento global de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e busca modernizar a infraestrutura financeira brasileira. A iniciativa pode trazer mais eficiência, segurança e agilidade para operações de crédito, sem uso direto pela população em seu dia a dia, por enquanto.

    Esses objetivos ajudam a explicar a criação do Drex, mas ainda fica uma questão: como essa infraestrutura funciona atualmente e quem pode utilizá-la?

    Leia também: Pagamentos e segurança: como deixar a sua empresa e clientes mais seguros?

    Como funciona o Real Digital?

    Em 2026, o uso do Drex é restrito a bancos, instituições financeiras e outros participantes autorizados. A infraestrutura ainda passa por testes em operações como a reconciliação de garantias de crédito, enquanto o acesso direto pela população ainda não está disponível e não tem data oficial definida.

    O funcionamento atual mostra que o Drex ainda está concentrado no ambiente institucional e em casos de uso específicos. Nesse contexto, quais vantagens esse sistema pode trazer para empresas e instituições financeiras? É sobre essas possibilidades que trataremos a seguir.

    Quais são as vantagens do Real Digital para os negócios?

    Os principais benefícios estão ligados às operações de crédito e à infraestrutura financeira:

    • Segurança nas garantias: facilita a verificação de gravames e reduz o risco de duplicidade;
    • Agilidade no crédito: torna mais eficiente a análise e o registro de garantias;
    • Menos fraudes: dificulta o uso indevido de ativos em diferentes operações;
    • Rastreabilidade: permite acompanhar registros relacionados às garantias de crédito;
    • Digitalização: reduz etapas manuais em operações financeiras.

    A digitalização dos pagamentos também reduziu a frequência de uso do dinheiro em espécie. Segundo pesquisa do Banco Central realizada em 2024, o Pix já era o meio de pagamento utilizado com maior frequência por 46,1% dos brasileiros, volume superior ao dinheiro em espécie. Em 2021, essa parcela era de apenas 16,7%.

    Leia também: Pix: o futuro dos meios de pagamento é agora!

    Quais são os tipos de transação com o Real Digital?

    Entre os casos atuais e possibilidades em desenvolvimento, estão:

    1. Garantias de crédito: reconciliação de garantias entre instituições, o que diminui o risco de um mesmo ativo ser usado em mais de uma operação;
    2. Operações institucionais: transações com bancos, outras instituições financeiras e cartórios;
    3. Tokenização de ativos: representação digital de ativos e direitos para novas operações financeiras;
    4. Contratos inteligentes: execução automática de condições programadas em determinadas operações;
    5. Uso pelo consumidor: ainda indisponível e não há data oficial para lançamento ao público.

    Essas aplicações ajudam a delimitar o papel do Drex no sistema financeiro, enquanto o Pix já está consolidado como meio de pagamento instantâneo para a população. A partir dessa diferença, fica mais fácil compreender como as duas iniciativas podem atuar de maneira conjunta.

    Como o Pix e o Real Digital se complementam?

    A relação entre os dois ainda está em desenvolvimento: o Pix atende pagamentos instantâneos do público, enquanto o Real Digital (Drex) está em fase institucional e de testes. No futuro, suas infraestruturas poderão atuar de forma complementar em operações financeiras, mas essa integração ainda não está disponível para uso cotidiano.

    Em outras palavras, as duas iniciativas atuam em frentes distintas. O Pix foi criado para movimentar reais de forma instantânea. Já o Drex estrutura um sistema voltado a operações com ativos digitais e serviços financeiros mais complexos, como crédito com garantias e tokenização de ativos.

    Ou seja, embora Pix e Drex tenham funções diferentes, o Pix já está incorporado à rotina de empresas e consumidores. E para quem precisa oferecer pagamentos em diferentes canais e integrar essas operações ao próprio negócio, é fundamental ter uma infraestrutura financeira que acompanhe essa dinâmica.

    Por esse motivo, você deve conhecer as soluções de pagamento da Zoop.

    Leia também: Vantagens da tokenização: + segurança em transações digitais

    Dê um Zoop no seu negócio com o Pix

    A evolução dos meios de pagamento mostra como iniciativas como Real Digital e Pix fazem parte de uma transformação mais ampla do sistema financeiro brasileiro.

    Bom, o Pix já faz parte da rotina de consumidores e empresas, mas grandes operações precisam ir além da simples aceitação de transações. Com a Zoop, é possível incorporar esse meio de pagamento à estratégia do negócio, como ao adaptar a experiência às necessidades da corporação e dos seus clientes.

    A solução permite criar fluxos de pagamento personalizados, conectar o Pix a diferentes modelos de operação e contar com recursos como split de pagamentos, conciliação e gestão das transações para tornar os processos mais eficientes.

    Então, sua empresa quer transformar o Pix em uma ferramenta estratégica para gerar mais valor ao negócio? Fale com um especialista da Zoop e descubra como estruturar uma solução de pagamentos alinhada aos seus desafios e objetivos.

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