
Pagamentos agênticos: a nova era baseada em IA já começou!

Pagamentos agênticos são aqueles que unem Inteligência Artificial e infraestrutura bancária para criar transações autônomas. Diferentemente dos modelos tradicionais, esse formato permite que agentes de IA tomem decisões de compra em nome do usuário e processem transferência de valores de forma invisível, segura e baseada em intenções reais de consumo.
Também nomeados como pagamentos agênticos (agentic payments), representam a fronteira final da automação financeira e tornam o ato de pagar uma ação natural, capaz de gerenciar orçamentos, monitorar preços e executar compras complexas sem a necessidade de intervenção humana. A Inteligência Artificial evoluiu de um copiloto de recomendações para um executor autônomo de transações.
Nesse contexto, diversas empresas já introduziram IA em pagamentos e modificaram por completo a jornada de compra de seus usuários.
A OpenAI lançou em parceria com a Stripe o Agentic Commerce Protocol (ACP), um padrão aberto para que agentes de IA descubram produtos e iniciem checkouts diretamente em conversas com os usuários. Empresas como Etsy e Shopify já estão oferecendo experiência de compras dentro do ChatGPT nos Estados Unidos.
A Mastercard, por exemplo, introduziu o conceito de Agent Pay, que tem como foco a criação de uma infraestrutura que garanta que apenas agentes registrados e autenticados transacionem e validem as operações, que têm sempre o consentimento do usuário. A Visa seguiu o mesmo caminho com o Trusted Agent Protocol.
O Google já havia lançado o AP2 em parceria com diversas empresas e recentemente respondeu a essas iniciativas com o Universal Commerce Protocol (UCP), solução integrada ao seu ecossistema de buscas e ao Google Shopping para reduzir a fricção no checkout.
Em todos os casos, os pagamentos inteligentes promovem praticidade e dinamismo no dia a dia dos consumidores e tendem a elevar as conversões para as empresas. Entenda!
O que são e como funcionam os pagamentos agênticos?
São transações financeiras que agentes de IA executam sem a necessidade de intervenção humana em cada etapa desse processo, o qual ocorre sob regras e limites financeiros que o usuário definiu. Esses sistemas interpretam objetivos complexos, selecionam produtos e concluem checkouts de maneira autônoma por meio de interfaces conversacionais conectadas.
A base tecnológica dessa inovação se sustenta na combinação de redes neurais, tokenização de dados e acesso a gateways via APIs padronizadas.
A partir dessa base, os pagamentos agênticos substituem o fluxo tradicional de busca e navegação por jornadas de intenção. É dessa forma que o sistema entende a necessidade do consumidor e paga pela aquisição de forma fluida.
Alguns exemplos práticos incluem o uso em:
- e-commerces preditivos: para programar a compra automática de itens recorrentes, como ração para pets, e buscar sempre o melhor preço;
- serviços básicos: pagamento automático de contas de luz, água e internet assim que há a emissão das faturas;
- transporte público: recarga automática de carteiras digitais sempre que o saldo atingir um limite mínimo;
- gestão de assinaturas (SaaS): os agentes monitoram orçamentos mensais de software e avaliam alternativas caso o valor aumente.
A autonomia e a invisibilidade são duas das principais características dos pagamentos inteligentes. Ao utilizá-los, o usuário já não precisa “pensar em pagar”, pois esse ato se torna uma etapa operacional invisível dentro de um ciclo de decisão automatizado. Vale mencionar que no futuro teremos agentes interagindo com outros agentes em nome de alguém para comprar alguma coisa.
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Qual a diferença entre pagamentos agênticos e pagamentos invisíveis?
O foco do primeiro é a autonomia de decisão, a qual delega-se à IA, que avalia opções antes de comprar. Já o segundo prioriza somente a eliminação da fricção física ou manual no ato da transação, como ocorre em transações por aproximação, compras de e-commerce com cartão já salvo, ou biometria em checkouts.
Muitas vezes confundidos, os pagamentos agênticos referem-se ao estágio no qual o ato físico e mental de pagar desaparece da jornada do consumidor para priorizar a conveniência.
Já os pagamentos inteligentes conferem um “cérebro” ao varejo, por meio do qual um agente de Inteligência Artificial avalia opções e interpreta a intenção do consumidor.
Com o uso de IA em pagamentos, o sistema não apenas processa o valor, mas decide o que e quando comprar.
Sem a inteligência dos agentes, o pagamento é apenas automático, já com esse recurso se torna uma extensão da estratégia de consumo do usuário.
Assim, enquanto os pagamentos invisíveis retiram a fricção, a inteligência agêntica retira o esforço da decisão, o que otimiza a jornada de compra e impulsiona conversões.
Qual o novo papel da IA em pagamentos?
A Inteligência Artificial deixa de ser uma ferramenta de recomendação passiva para atuar como um executor autônomo de transações financeiras completas. Assim, assume a responsabilidade de interpretar desejos, gerenciar orçamentos recorrentes, autorizar pagamentos seguros e funcionar como uma camada central de identidade, governança e confiança digital.
Nesse novo formato, a IA em pagamentos permite o surgimento do agentic commerce, no qual assistentes virtuais realizam compras preditivas e monitoram faturas automaticamente.
Os pagamentos agênticos dependem dessa inteligência para validar o consentimento do usuário em tempo real e garantir que cada transação esteja perfeitamente alinhada às preferências anteriormente estabelecidas.
Desse modo, a Inteligência Artificial deixa de ser uma ferramenta de busca para se tornar o motor do varejo global. A tecnologia atua como um autorizador inteligente que aprova ou rejeita transações com base em regras de orçamento.
Como está a nova interface de compra?
Essa área migrou de menus estáticos e cliques manuais para diálogos dinâmicos e contínuos, nos quais a conversa é a porta de entrada. O catálogo tradicional perdeu espaço para assistentes que entendem o contexto e reduzem a jornada de compra a uma simples expressão de desejo do consumidor final.
Na nova interface de compra, o e-commerce deixa de exigir que o consumidor faça todo o trabalho de filtrar e comparar produtos e serviços, ação que a IA passa a executar.
Nesse contexto, os pagamentos inteligentes fluem por meio de novos protocolos, como o ACP da OpenAI e o UCP do Google, que padronizam como os agentic commerce devem interagir com os produtos e concluir os checkouts sem sair do chat.
Para uma marca ser visível nessa interface, o sistema do negócio precisa de dados estruturados e APIs que funcionem em tempo real. Assim, a etapa de pagamento se torna uma camada de inteligência que acompanha o usuário em suas necessidades cotidianas e conversas.
Agentic commerce: como promove assistência e autonomia?
Esse modelo viabiliza a transição de copilotos, que somente sugerem produtos, para agentes executores, que finalizam as compras sozinhos. A assistência evolui para uma autonomia completa, na qual o pagamento se torna uma consequência natural da decisão que a IA toma pelo usuário e elimina a etapa do checkout manual.
O agentic commerce utiliza os pagamentos inteligentes para automatizar reposições de estoque e gerir assinaturas SaaS de forma eficiente, por exemplo.
Ao adotá-los, o sistema garante que o usuário economize tempo, pois delega tarefas burocráticas aos agentes para buscarem constantemente as melhores taxas e condições.
No comércio agêntico, a orientação da jornada de compra é a intenção de quem deseja comprar (resolver o jantar ou repor suprimentos, por exemplo). Por esse motivo, o checkout invisível se sustenta por infraestruturas que eliminam a necessidade de o cliente sair da interface de conversa.
Essa dinâmica transforma os pagamentos inteligentes em uma ferramenta de execução que garante a entrega do valor sem interrupções.
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OpenAI vs. Google: quem ganha essa disputa?
Ambas as gigantes buscam dominar o cenário dos pagamentos agênticos e transformá-lo em uma nova ferramenta de execução global. Quem oferecer a melhor infraestrutura de agentic commerce controlará os dados primários do consumidor e o relacionamento final. Contudo, a desintermediação das marcas é o maior risco.
Essa disputa central ocorre entre o Agentic Commerce Protocol (ACP) da OpenAI e o Universal Commerce Protocol (UCP) do Google. Enquanto o primeiro foca a conversão profunda em seu próprio chat, o segundo aposta em sua escala massiva de inventário e bilhões de usuários que já iniciam buscas em seu ecossistema.
O Google ganha em escala de tokens e dados que processa. A prova é que já ultrapassou 90 trilhões de processamentos via APIs em um ano, segundo informações apresentadas na NFR 2026, maior evento global do varejo.
Por sua vez, a OpenAI se destaca em profundidade conversacional ao oferecer uma experiência na qual a transação é uma consequência fluida de uma conversa complexa, o que ajuda a capturar o cliente antes mesmo de a marca entrar em cena.
Independentemente do vencedor, o varejo precisa se adaptar para não perder o vínculo emocional com o cliente, visto a ameaça de desintermediação que leva à perda de vínculo direto e dos dados primários.
Como construir uma infraestrutura de confiança e urgência estratégica?
Essa construção exige que as marcas abandonem o modo de teste e implementem sistemas que possam ser lidos por máquinas. Essa dinâmica inclui a criação de feeds de dados limpos, APIs de estoque dinâmicas e uma cultura organizacional que entenda a velocidade como um atributo essencial de sobrevivência competitiva.
A segurança é o pilar dos pagamentos agênticos e exige autenticação rigorosa de agentes e rastreabilidade total de cada transação.
Ao integrá-los a uma base de dados já estruturada, é crucial a criação de um ambiente de confiança no qual o agentic commerce cresça com governança clara e consentimento do usuário.
A relevância hoje depende menos de precisão e mais de timing. Empresas que não fornecem preços e políticas em tempo real se tornam invisíveis para os agentes.
Portanto, os pagamentos baseados em IA exigem um alinhamento entre backoffice e front-end para que a intenção do consumidor se transforme em execução invisível, segura e instantânea.
Por que o Brasil tem vantagem competitiva em pagamentos agênticos?
O país conta com um ecossistema de fintechs extremamente maduro e uma população que adota tecnologias digitais com velocidade sem precedentes. A infraestrutura modular brasileira e a familiaridade com métodos digitais formam o cenário perfeito para a liderança global na implementação de transações autônomas mediadas por Inteligência Artificial.
Essa prontidão tecnológica facilita a expansão dos pagamentos agênticos no Brasil.
Com empresas inovadoras que já utilizam IA em checkouts, o país se posiciona na vanguarda do agentic commerce, exporta tendências e padrões de segurança, como o Pix, que tornam o ato de pagar algo natural, automático e amplamente aceito pelos brasileiros.
A força das fintechs nacionais, como a Zoop, permite que as soluções sejam testadas e ajustadas rapidamente.
Enquanto mercados tradicionais discutem a viabilidade teórica, o Brasil já conta com plataformas API-first prontas para os pagamentos agênticos. Essa agilidade coloca o mercado brasileiro como protagonista na definição do futuro dos pagamentos globais.
Dica! Aproveite e conheça a solução de pagamento via Pix mais completa do mercado, o Pix da Zoop!
Como será o futuro dos pagamentos?
Será invisível, automático, seguro e consolidará uma era na qual a decisão de compra é mediada por assistentes inteligentes. Contudo, o principal risco para as empresas hoje não é o cliente decidir, pois o intervalo entre a intenção do consumidor e a transação final encolheu drasticamente em todos os setores.
A facilidade de uso dos pagamentos invisíveis e dos pagamentos inteligentes será o diferencial das marcas que sobreviverem à desintermediação.
Ao adotar o agentic commerce e a IA em pagamentos, as empresas garantem que seus produtos continuem acessíveis em um mundo no qual o cliente, muitas vezes, será um agente de software altamente eficiente.
A intenção passará a ser uma unidade central de valor. O modelo de e-commerce de busca e filtro será substituído por diálogos, e o pagamento será apenas uma consequência fluida.
Preparar a arquitetura de dados hoje para suportar o novo fluxo de pagamento no futuro é a única forma de garantir relevância em um mercado cada vez mais autônomo.
O futuro dos pagamentos será invisível e mediado por agentes, mas os varejistas precisam de uma ponte para chegar lá. A Zoop, fintech do grupo iFood, está construindo a camada de Abstração que simplifica essa complexidade. Nossa infraestrutura vai permitir que sua empresa exponha catálogos e processe pagamentos agênticos de forma segura e escalável. Prepare sua arquitetura de dados hoje com quem lidera a inovação no Brasil.
Decidir agora é parte da estratégia. Conte com a Zoop!
A Zoop, fintech do grupo iFood, é uma empresa API first que oferece uma infraestrutura de Payments as a Service completa e infraestrutura construída para desenvolvedores.
Presente em diversos nichos de mercado e parceira de empresas que buscam mais valor, inovação e competitividade, a Zoop entrega soluções sob medida para o seu negócio, tudo em conformidade com as entidades certificadoras e órgãos reguladores da indústria.
Além da integração simplificada, somos white label, o que significa que todos os pagamentos recebem a sua marca.
Entre em contato agora com um de nossos especialistas e não espere o futuro para destacar o seu negócio com meios de pagamento modernos e inovadores.
Este artigo foi escrito por Rodrygo Figueiredo Moço, Diretor de Produtos do iFood Pago/Zoop.
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