
Edutech: como os meios de pagamento ajudam no crescimento?

Uma edutech, ou edtech, é uma startup que usa a tecnologia como principal ferramenta para oferecer soluções inovadoras voltadas para a área da educação.
E conforme apontado no relatório Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups 2025, da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), esse modelo de negócio educacional lidera as verticais de atuação das startups e representa 10,1% do ecossistema.
Já outro estudo da Fortune Business Insights revelou que, em 2025, o mercado global de edtechs foi avaliado em US$ 189,15 bilhões, com expectativa de crescimento para US$ 588,72 bilhões até 2034.
Percentuais como esse mostram que esse é um mercado em visível crescimento. A questão é que as empresas desse tipo também precisam pensar em como atrair e, especialmente, fidelizar os seus clientes e parceiros de negócio. E uma das soluções é a oferta de meios de pagamento modernos, rápidos e seguros.
Siga a leitura deste artigo e confira o que é uma edutech, seus principais modelos de negócio e como elevar as vendas com as soluções de pagamento certas.
O que é uma edutech?
Conhecida também como edtech, é uma empresa tecnológica focada em criar soluções inovadoras para o setor educacional. O objetivo é utilizar recursos digitais, como plataformas online, aplicativos e inteligência artificial, para modernizar o ensino, facilitar a gestão escolar e democratizar o acesso ao aprendizado em qualquer lugar.
Ou seja, é um negócio que se pauta na tecnologia como principal recurso para criar, desenvolver e entregar soluções, produtos e ferramentas para o setor de educação.
Além de plataformas de cursos online, sistemas de gestão e ambiente virtual de aprendizagem, as edtechs também podem oferecer softwares e hardwares voltados para diversas finalidades, como:
- criação de conteúdos informativos, jogos educativos e educação socioambiental;
- sistema de gerenciamento de aulas;
- estruturação de plataforma educacional e educacional adaptativa;
- repositório digital;
- ferramenta de apoio à gestão administrativa-financeira;
- ferramenta de apoio à gestão pedagógica;
- hardware educacional;
- hardware para apoio à administração.
Nesse contexto, esses recursos contemplam diferentes ramos nos quais uma edtech pode atuar, por exemplo:
- cursos livres;
- cursos preparatórios;
- ensino infantil;
- ensino básico;
- ensino superior;
- educação corporativa;
- idiomas.
Dica! Ouça este episódio do Papo na Nuvem, podcast de tecnologia em serviços financeiros da Zoop!
Como funciona uma edutech?
Funciona ao integrar recursos tecnológicos de ponta à rotina educacional para tornar o aprendizado escalável e centrado no estudante. Na prática, as plataformas digitais e os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) centralizam materiais multimídia e transmissões ao vivo que podem ser acessados em qualquer dispositivo móvel.
Além disso, o uso corporativo de IA e a análise de dados viabiliza a criação de trilhas de estudo adaptativas e automatiza a gestão burocrática de instituições de ensino por meio de sistemas integrados.
Contudo, esse ecossistema inovador não se limita à sala de aula digital e tem forte presença no ambiente corporativo. De acordo com um relatório da Associação Brasileira de Startups, 38,1% das edtechs atuam no segmento B2B e 32,7% no B2B2C.
E, para entender como funciona uma edutech na prática, saiba que existem diversos modelos de negócio desse tipo de empresa. Os cinco mais comuns no Brasil, segundo o relatório, são:
- Software as a Service – SaaS (42%);
- Venda direta (21%);
- Clube de assinatura recorrente (19,3%);
- Taxa sobre transações (4,2%);
- Marketplace (3,1%).
Os outros tipos de modelo de negócio, como consumer, licenciamento, API (Application Programming Interface), hardware e venda de dados, representaram 10,4% do total.
De todo modo, independentemente do nicho escolhido, antes de aprender as etapas para criar uma edutech, é importante saber as possíveis aplicações no mercado.
Quais são as aplicações práticas de uma edutech?
Envolvem, principalmente, a criação de ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) para a distribuição de cursos, o uso de inteligência artificial para personalizar trilhas de estudo e prever a evasão de alunos, além da automação de sistemas de gestão e cobrança recorrente para as instituições de ensino.
Conheça a variedade de aplicações no mercado.
Ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs)
Essa vertical foca a distribuição de conhecimento ao centralizar e organizar todo o ecossistema educacional em plataformas web e aplicativos móveis, como:
- cursos livres e corporativos: hospedagem de treinamentos empresariais, preparatórios e especializações em catálogos organizados;
- aulas ao vivo integradas: transmissões sincronizadas com ferramentas de chat, lousas digitais e interatividade em tempo real.
Inteligência artificial e Aprendizado adaptativo
Esta aplicação utiliza a análise de dados para otimizar o desempenho acadêmico e prevenir a perda de alunos, por exemplo:
- trilhas personalizadas: algoritmos que identificam os pontos fracos do estudante e sugerem conteúdos específicos de reforço;
- predição de evasão: cruzamento de dados de acesso e notas para alertar gestores antes que o aluno desista do curso.
Compreender essas aplicações práticas deixa evidente o potencial de transformação que a tecnologia traz para o mercado educacional. Se você tem uma ideia de negócio para esse setor e deseja tirá-la do papel, veja a seguir os passos necessários para estruturar a sua própria operação.
Quais são as etapas para criar uma edutech?
Siga eses seis passos:
- Valide o nicho e o público-alvo: defina se a solução atenderá ao mercado corporativo (B2B), ao consumidor final (B2C) ou aos dois (B2B2C);
- Escolha o modelo de negócio: entenda a melhor estratégia de monetização, como o modelo SaaS (Software as a Service), clubes de assinatura recorrente ou marketplace;
- Estruture a solução tecnológica: crie uma plataforma técnica básica, como um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) ou sistemas de gestão integrada;
- Estabeleça os meios de pagamento e cobrança: configure a régua de cobrança automática por boletos, Pix, cartões e soluções customizadas (white label);
- Busque parceria com uma fintech as a service: agiliza a integração de uma infraestrutura financeira robusta e especializada na plataforma sem custos excessivos de desenvolvimento;
- Cuide da conformidade regulatória: delegue as burocracias de segurança de dados e regras financeiras ao parceiro de tecnologia de pagamento.
Ou seja, o cumprimento das etapas para criar uma edutech bem-sucedida exige um planejamento focado em viabilidade de mercado, tecnologia e infraestrutura financeira.
E agora que aprendeu o que é uma edutech, seus principais tipos e como criar um negócio de tecnologia educacional, confira como evitar erros em um ponto sensível do seu projeto: o processo de venda e pagamentos.
Se você deseja escalar sua startup de educação com recursos financeiros nativos e checkout customizado, conheça as soluções de embedded finance da Zoop e descubra como simplificar sua operação de pagamentos.
Qual a influência dos meios de pagamento no crescimento de uma edtech?
Ao reduzir a inadimplência e simplificar as cobranças recorrentes ou boletos automatizados. Essa infraestrutura financeira melhora a experiência do usuário, facilita o acesso de alunos e empresas ao ensino e garante a escala operacional necessária para expandir o negócio sem precisar criar um ecossistema do zero.
Por exemplo, para um modelo de atuação SaaS, que é software como serviço, ou um de clube de assinatura, é essencial que a empresa trabalhe com um método de cobrança eficiente, automatizado, robusto e dinâmico, concorda?
E os pagamentos recorrentes se encaixam perfeitamente nesse contexto, pois permitem a cobrança automática dos valores, sem que o fornecedor da solução ou o contratante precisem realizar qualquer ação.
Uma vez que a edtech e a empresa fornecedora firmam o contrato e definem as regras de pagamento, o débito dos valores ocorre automaticamente da conta corrente, do cartão de crédito ou de outro meio de pagamento escolhido pelo cliente.
Leia também: Assinatura recorrente: por que é vista como o futuro da personalização das soluções de pagamento?
Como uma edtech pode personalizar seus meios de pagamento?
O melhor caminho é contratar uma fintech as a service robusta. Essa parceria permite integrar APIs white label, que inserem a sua própria marca em boletos e telas de checkout. Também possibilita oferecer recorrência customizada via cartão, Pix ou boleto, e se adaptar às necessidades do aluno ou da empresa.
Além disso, nesses sistemas integrados de serviços financeiros, o recurso da assinatura recorrente permite criar diferentes planos e, assim, atender às preferências de diversos grupos de clientes e parceiros de negócio.
Logo, esse meio de pagamento recorrente é ideal para as empresas que atuam no formato “as a service”, como CRMs, ERPs e outros sistemas de gestão.
Mas saiba que esse não é o único método de pagamento que uma startup de educação pode personalizar. Um boleto bancário com a própria marca, ou seja, um boleto white label, é outra solução bastante interessante, assim como o Pix Automático.
Entre os benefícios de trabalhar com formas de cobrança como essas estão:
- praticidade tanto para os clientes quanto para a própria empresa;
- aumento do nível de confiança do público-alvo com a companhia;
- redução da taxa de inadimplência;
- aumento da taxa de fidelização, que pode acontecer por conta da facilidade de pagamento oferecida aos contratantes e aos parceiros.
De todo modo, ao saber como funciona uma edutech na prática, entenda que é possível investir em formas de pagamento variadas para agradar a diversos públicos, desde os mais modernos até os tradicionais, e evitar o temido abandono de carrinho.
E uma saída é também oferecer soluções de crédito recorrente e empresarial. Entenda a seguir.
Quais soluções de crédito uma edtech pode oferecer?
Com foco no mercado B2B e B2C, as soluções destacadas incluem crédito recorrente, com cobrança automática e periódica para a otimização do fluxo de caixa, e o crédito empresarial para parceiros, que envolve um empréstimo oferecido entre as empresas com foco em impulsionar os negócios.
Dessa forma, as edtechs podem diversificar suas ofertas de crédito e ir além do financiamento estudantil tradicional para incluir soluções estratégicas que reduzem a evasão escolar e melhoram a retenção.
Confira detalhes de como funcionam ambos os modelos de crédito.
Crédito recorrente
O crédito recorrente é um modelo de cobrança automática e periódica, cujo valor da contratação dos serviços é debitado diretamente na fatura do cartão de crédito do cliente.
Essa é uma opção de pagamento bastante vantajosa, principalmente para as empresas de tecnologia educacional que trabalham no formato “as a service” ou de clube de assinatura.
As principais vantagens de disponibilizar uma solução de pagamento recorrente são:
- redução da taxa de inadimplência: visto que a cobrança é automática;
- aumento da taxa de fidelização: graças à comodidade e à praticidade que esse meio de pagamento oferece;
- melhora da experiência do cliente: o que ajuda a elevar o seu nível de satisfação e, consequentemente, aumentar a retenção;
- previsibilidade de faturamento: já que a cobrança só é suspensa quando o contrato é finalizado.
Cabe destacar que, no modelo de cobrança recorrente, além do cartão de crédito e do tradicional débito em conta, é possível oferecer o Pix Automático.
Essa modalidade facilita as cobranças periódicas porque dispensa a necessidade de o usuário autorizar a transação todo mês: basta dar uma única autorização no app do banco para que os débitos ocorram nas datas de vencimento.
Crédito empresarial
Dependendo do porte e do modelo de negócio, uma startup de educação também pode oferecer crédito empresarial aos seus parceiros de negócio, que é um tipo de empréstimo oferecido entre as empresas.
Ou seja, neste caso, a edtech ofereceria essa facilidade para as companhias que usufruem dos seus produtos e serviços e que, por algum motivo, precisam de capital para injetar em seus negócios.
Essa forma de atuação pode ser bastante promissora para as startups de educação, especialmente se considerarmos outro dado apontado pelo relatório da Abstartups.
De acordo com o levantamento, cerca de 70% das edtechs criam soluções voltadas para outras empresas. Isso quer dizer que a maioria atua no mercado B2B. Logo, leva ao entendimento de que há espaço para explorar a oferta de crédito empresarial.
E temos outros motivos para oferecer crédito empresarial se você atua no modelo B2B ou B2B2C:
- geração de uma nova fonte de receita: decorrente da cobrança de juros e taxas sobre o valor emprestado à empresa ou à escola;
- definição do próprio limite de crédito empresarial: permite personalizar a oferta de acordo com o perfil do solicitante;
- conquista de um diferencial competitivo: um recurso a mais em comparação com os concorrentes que oferecem serviços financeiros;
- aumento do poder de atração e de fidelização: visto que a disponibilidade de capital ajuda os seus clientes corporativos a investirem na modernização de suas próprias estruturas e na expansão dos seus negócios.
Um ótimo exemplo é o Banco dos Restaurantes, disponibilizado pelo iFood a todos os seus parceiros, como restaurantes, bares, lojas, mercados e farmácias.
Contudo, por mais que uma edutech se baseie em tecnologia, seu core business não é voltado para serviços financeiros, concorda? Por isso, firmar parceria com uma fintech as a service é o melhor caminho para tratar essa questão, assim como o iFood fez.
Aprenda mais sobre esse case: Banking as a Service: como o iFood construiu um banco digital próprio?
O que é preciso para ter meios de pagamentos próprios?
Contar com a tecnologia das fintech as a service (FaaS), uma startup do setor financeiro que oferece os recursos necessários para que outras empresas dos mais variados segmentos ofereçam seus próprios produtos e serviços, como conta digital e meios de pagamento, que podem ser personalizados com a marca do negócio.
A Zoop é uma fintech líder em infraestrutura para serviços financeiros, que, por meio do Payments as a Service, ajuda o seu negócio a construir soluções de cobrança em cartões de crédito, Pix, boleto diretamente e mais, diretamente do seu site ou aplicativo móvel.
Uma das grandes vantagens é que todos os produtos e serviços financeiros criados levam o nome da empresa contratante, o que eleva a sua credibilidade junto aos clientes.
Além disso, todas as transações são liquidadas na sua conta, sem custo adicional.
Para saber, em detalhes, como é simples investir na evolução financeira da sua empresa, entre em contato agora com nossos especialistas!
Assine nossa newsletter
Receba os melhores insights diretamente na sua caixa de entrada para construir jornadas de pagamento e experiências bancárias que impulsionam o seu negócio.

