
Stablecoins e tokenização: o que são? Como afetam o mercado?

Stablecoins e tokenização já não são tendências futuras: são os pilares da inovação financeira que vêm remodelando, em ritmo acelerado, a forma como as empresas movimentam, armazenam e estruturam valor, especialmente no Brasil.
Enquanto as stablecoins e a tokenização impulsionam liquidez global e eficiência operacional, o mercado brasileiro avança de maneira madura, respaldado por regulação, adoção corporativa e novos modelos de negócio baseados em ativos digitais.
No cenário internacional, as stablecoins superaram US$ 5,7 trilhões em transações apenas em 2024, com capitalização superior a US$ 252 bilhões em 2025, lideradas por USDT e USDC, conforme dados divulgados pela RiseWorks.
Já no Brasil, a tokenização deixou a fase experimental para trás: são mais de US$ 1 bilhão em emissões, mais de 30 plataformas ativas e crescimento corporativo acima de 300%, segundo matéria do Valor Investe.
E para entender o que são stablecoins, o que é tokenização e por que essas tecnologias estão moldando o futuro financeiro das empresas, continue a leitura e descubra como podem redefinir a sua estratégia, eficiência e competitividade.
O que são stablecoins?
São ativos digitais projetados para manter preço estável ao serem lastreados em moedas fiduciárias, commodities ou cripto, permitindo transações rápidas com baixa volatilidade. Assim, combinam a eficiência da blockchain com a previsibilidade financeira, o que facilita pagamentos, remessas e operações corporativas de forma segura e escalável.
As stablecoins funcionam mantendo cada token vinculado a um ativo de referência, como dólar, ouro ou títulos de curto prazo, o que reduz oscilações típicas das criptomoedas. Esse mecanismo garante liquidez, previsibilidade e maior confiança para empresas que operam globalmente, especialmente em ambientes sensíveis ao risco cambial.
Os principais tipos de stablecoins são:
- lastreadas em fiat: como USDT e USDC, apoiadas por reservas financeiras;
- lastreadas em commodities: vinculadas ao ouro ou ao petróleo;
- cripto-colateralizadas: garantidas por criptoativos, como DAI;
- algorítmicas: mantêm paridade por mecanismos de oferta e demanda.
Vantagens das stablecoins para o mercado de capitais
As stablecoins geram eficiência no mercado de capitais ao oferecer liquidez imediata, reduzir custos internacionais e permitir liquidações em tempo real. Esses ganhos melhoram as operações de trading, tesouraria e compensação, o que torna os processos financeiros mais ágeis, previsíveis e competitivos para instituições e empresas.
Entenda as principais vantagens.
- A liquidez instantânea possibilita movimentar recursos entre mercados em segundos, o que viabiliza decisões rápidas e acessíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana;
- A redução de custos acontece porque elimina intermediários e taxas internacionais, o que torna os fluxos globais mais econômicos;
- As liquidações em tempo real diminuem os riscos operacionais, o que permite ciclos T+0 (pagamentos no mesmo dia da negociação) e mais segurança para operações de alto volume.
Exemplos de uso corporativo das stablecoins
As empresas já usam stablecoins para liquidação imediata, distribuição automatizada de proventos e estratégias de arbitragem e tesouraria.
Isso porque essas aplicações reduzem os atritos operacionais, aceleram os fluxos financeiros e aumentam a eficiência de empresas e instituições que operam com alta frequência ou múltiplas jurisdições.
Na bolsa, permitem liquidação instantânea entre corretoras e investidores. No pagamento de dividendos e juros, contratos inteligentes automatizam a distribuição.
E na arbitragem e tesouraria, reduzem exposição cambial, agilizam transferências e dão previsibilidade a operações multilocalizadas, um diferencial para negócios que dependem de velocidade e estabilidade.
Por exemplo, no Brasil, as stablecoins representam 90% do volume total das transações em criptomoedas e movimentam aproximadamente 3 bilhões de dólares por mês, conforme matéria do Yahoo Finance.
O que é tokenização de ativos?
É o processo de transformar ativos reais, como imóveis, ações, dívidas ou commodities, em tokens digitais registrados em blockchain, permitindo negociação fracionada, transferência rápida e maior transparência. Esses tokens representam direitos econômicos sobre o ativo e podem ser negociados em plataformas online com mais eficiência e menos intermediários.
De modo geral, a tokenização funciona por etapas:
- Primeiro, o ativo é identificado e estruturado;
- Depois, contratos inteligentes definem as regras de propriedade e transferência;
- Em seguida, os tokens são emitidos e registrados na blockchain;
- Por fim, são distribuídos e negociados em plataformas autorizadas.
Ao digitalizar os ativos tradicionais, as empresas ganham liquidez, reduzem custos operacionais e ampliam o acesso a investidores, enquanto o mercado passa a operar com mais rastreabilidade e segurança jurídica.
Os benefícios da tokenização
A tokenização de pagamentos traz vantagens diretas para o mercado, como:
- acessibilidade: reduz barreiras ao investimento ao permitir frações de ativos de alto valor;
- liquidez: facilita a compra e a venda rápidas, transformando ativos sem liquidez em negociáveis;
- transparência: os registros em blockchain garantem rastreabilidade e menos risco de fraude.
Exemplos práticos da tokenização de ativos
Alguns exemplos da tokenização são:
- fundos imobiliários tokenizados, que permitem comprar e vender frações em minutos;
- ações e dívidas corporativas tokenizadas, com negociação 24/7 e pagamentos automáticos de dividendos.
Qual é o impacto das stablecoins e da tokenização no mercado?
As stablecoins e a tokenização ampliam o acesso a investimentos, reduzem os custos operacionais e viabilizam novos produtos financeiros digitais. No Brasil, essas tecnologias já aceleram captação de recursos, liquidações e processos de tesouraria corporativa. A tokenização, por sua vez, consolida um ecossistema mais líquido, digital e aberto a investidores.
Veja abaixo os três principais impactos dessas tecnologias financeiras no mercado.
Democratização do acesso
As stablecoins e os tokens ampliam o acesso ao mercado ao permitir a compra de frações de ativos antes restritos a grandes investidores, como imóveis premium, títulos estruturados e crédito corporativo. Sem falar que as empresas também passam a captar recursos de forma mais direta e segmentada.
No Brasil, o avanço é expressivo: 70% dos gestores já investem em ativos digitais, segundo matéria do Portal do Bitcoin, o que indica uma maturidade institucional e forte inclusão financeira.
Eficiência operacional
As transações tokenizadas reduzem os custos de clearing (compensação) e settlement (liquidação), pois eliminam intermediários e transformam os ciclos de transferência do dinheiro e do ativo de dias para minutos ou segundos.
Além disso, como as stablecoins permitem liquidez 24/7, integração com Pix e operações B2B mais rápidas, aceleram as tesourarias corporativas e reduzem os riscos operacionais.
Inovação e novos produtos financeiros
A tokenização viabiliza novos produtos híbridos, como derivativos digitais, fundos fracionados, RWAs (ativos do mundo real) integrados ao DeFi (Finanças Descentralizadas) e contratos inteligentes que automatizam pagamentos de dividendos e juros.
Dessa forma, cria oportunidades globais de arbitragem, novos modelos de investimento e mais eficiência no mercado de capitais.
Quais são os desafios e os riscos dessas tecnologias?
Os principais desafios e riscos envolvem regulamentação, segurança digital, liquidez e a capacidade das instituições de integrarem novas tecnologias. A falta de normas harmonizadas entre países gera incertezas jurídicas, enquanto a custódia de ativos digitais exige camadas robustas de proteção contra ataques cibernéticos e falhas em contratos inteligentes.
Mesmo as stablecoins podem enfrentar desvalorização ou perda temporária de paridade em cenários de estresse, o que afeta a confiança do mercado. No Brasil, embora 91,8% dos usuários de cripto tenham stablecoins, apenas 37% as usam para pagamentos diários, o que revela barreiras de adoção no consumo real, conforme a pesquisa da Oobit.
Além disso, a integração tecnológica desafia as instituições financeiras tradicionais a modernizarem suas infraestruturas, treinarem equipes e adaptarem processos para operar com blockchain e tokenização de forma segura e eficiente.
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Qual é o futuro de stablecoins e tokenização?
A tendência é que os mercados tradicionais e digitais se integrem de forma mais fluida, impulsionados por regulamentações melhor definidas e interoperáveis. Essa base permitirá a criação de produtos financeiros híbridos, como fundos, derivativos e pagamentos automatizados via smart contracts, o que une liquidez, segurança e eficiência.
Também deve crescer a adoção institucional e o uso em economias emergentes, especialmente no Brasil, onde stablecoins já dominam o volume de cripto. O resultado será mais inclusão financeira, novos modelos de negócios e operações mais rápidas e acessíveis em escala global.
Como a Zoop impulsiona negócios com stablecoins e tokenização?
A Zoop leva stablecoins e tokenização para o mundo real dos negócios por meio de soluções FaaS (Fintech as Service) que priorizam segurança, eficiência e escalabilidade. Suas APIs realizam tokenização de dados sensíveis, substituindo informações de cartões por tokens criptografados, o que garante pagamentos mais seguros, recorrentes e totalmente alinhados à PCI DSS e LGPD.
A infraestrutura também suporta contratos inteligentes e integrações de pagamento em tempo real, combinando Pix e modelos inspirados em stablecoins para remessas B2B rápidas e de baixo custo.
Portanto, com a Zoop, o seu negócio ganha liquidez contínua, reduz riscos cibernéticos e acessa novos produtos financeiros digitais, o que amplia sua fonte de receita e reputação no mercado.
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