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    Open banking: o que é, como funciona e quais são os benefícios

    10 de setembro de 2026
    Por Redação Zoop
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    Imagine poder escolher uma instituição financeira sem precisar deixar para trás o histórico construído em outra. Essa é uma das mudanças que o open banking trouxe para o mercado: mais liberdade para compartilhar dados, comparar serviços e criar experiências financeiras personalizadas.

    A iniciativa, que ganhou força nos Estados Unidos e na Europa, também transformou o mercado brasileiro. Em fevereiro de 2021, o Banco Central (Bacen) iniciou a implementação do open banking no país. Assim, estabeleceu as diretrizes para a abertura e o compartilhamento padronizado de dados e serviços financeiros.

    A princípio, o projeto só contemplaria os bancos, mas a introdução de fintechs e outras empresas prestadoras de serviços financeiros nesse ecossistema expandiu seu alcance. Com essa evolução, o open banking passou a abranger também outros produtos e serviços bancários.

    Os números mostram a dimensão alcançada. Em agosto de 2025, foram 103 milhões de autorizações ativas em 68 milhões de contas. Só em julho, pagamentos e transferências movimentaram R$ 1,16 bilhão, segundo o Banco Central. Mas afinal o que é open banking, benefícios e como funciona? Leia até o fim para entender melhor!

    Leia até o fim para entender melhor!

    O que é open banking?

    É um sistema que viabiliza o compartilhamento seguro e padronizado de dados e serviços financeiros entre instituições aprovadas, por meio de APIs bancárias e com consentimento do cliente. A iniciativa expande a concorrência, favorece a personalização de produtos e dá aos consumidores mais controle sobre suas informações monetárias.

    No open banking, o usuário escolhe quais dados deseja disponibilizar, com qual instituição e para qual finalidade. Confira alguns exemplos de dados que podem ser cedidos:

    1. Dados cadastrais gerais, como nome, CPF, e-mail, telefone celular, endereço, entre outros;
    2. Saldo e histórico de conta corrente;
    3. Detalhes do cartão de crédito, como fatura, limite e data de vencimento;
    4. Sinistros e pagamentos de apólices de seguro;
    5. Histórico de solicitação de crédito;
    6. Informações de investimentos em renda fixa e variável, como saques e rentabilidade.

    É importante esclarecer que apenas empresas registradas no projeto podem acessar essas informações. Para participar, bancos, fintechs e outras instituições devem atender às diretrizes do Banco Central e cumprir os requisitos de registro.

    Leia também: O que são bancos comerciais? São melhores que as fintechs?

    Como funciona o open banking?

    O processo  ocorre em etapas:

    1. Solicitação: o cliente escolhe a instituição que receberá os registros;
    2. Consentimento: seleciona as informações e permite o acesso;
    3. Autenticação: confirma a autorização no banco ou na fintech que mantém o conteúdo;
    4. Integração: APIs bancárias conectam os sistemas das empresas participantes;
    5. Compartilhamento: os dados aprovados são transmitidos entre as partes envolvidas;
    6. Uso: a organização receptora utiliza as informações para prestar o serviço consentido;
    7. Cancelamento: o titular pode revogar o consentimento a qualquer momento.

    Esse caminho do open banking pode parecer técnico à primeira vista, mas o funcionamento é simples: sistemas diferentes devem “conversar” entre si dentro de regras comuns.

    Para entender melhor, pense em uma tomada universal. O padrão de conexão é o mesmo, até quando os aparelhos vêm de fabricantes diferentes. No open banking, as APIs cumprem função semelhante ao conectar bancos e fintechs com plataformas distintas.

    As APIs e os padrões de conexão organizam a troca de dados e serviços monetários, enquanto o cliente decide quais informações ceder e libera o acesso.

    O que acontece depois do compartilhamento de dados?

    Após a autorização, os dados financeiros chegam à instituição receptora por meio das APIs e entram no processo consentido pelo usuário. As informações podem apoiar análises de crédito, ofertas de produtos e outras decisões financeiras, sempre dentro do objetivo definido no consentimento e sem compartilhamento de credenciais de acesso.

    Um exemplo do Banco Central mostra como os dados compartilhados podem ser usados depois que chegam à empresa receptora. Em uma fintech, a análise de dados disponibilizados pelo open banking já respondia por 80% da originação de crédito de novos vendedores, segundo dados de 2024.

    Nesse caso, os dados enviados pelo cliente passam a integrar a avaliação de crédito. Logo, a empresa usa essas informações para avaliar o perfil financeiro do vendedor e decidir sobre a concessão do crédito.

    Como o open banking protege a segurança dos dados financeiros?

    O compartilhamento ocorre com consentimento, autenticação e confirmação do cliente, sempre entre instituições permitidas pelo Banco Central. As APIs conectam os sistemas sem transmitir senhas ou tokens entre participantes, enquanto regras de segurança cibernética, monitoramento e fiscalização do BC protegem os dados durante o processo.

    Em outras palavras, o processo  segue uma sequência de controles que começa na aprovação do titular e continua na conexão entre os sistemas, no tratamento dos dados e na supervisão das instituições participantes.

    Acompanhe como cada camada atua:

    Mecanismo de proteção Como funciona
    Consentimento do cliente O usuário escolhe os dados, a finalidade e o prazo do compartilhamento antes de aprovar a operação.
    Autenticação O cliente confirma sua identidade no ambiente da instituição que mantém os dados e usa os métodos de segurança disponíveis, como senha, biometria ou token.
    Confirmação da autorização Antes do envio, o cliente revisa os dados envolvidos, a instituição destinatária e o prazo do consentimento.
    APIs bancárias A comunicação entre os sistemas ocorre exclusivamente por APIs do open finance, que segue padrões técnicos definidos para o ecossistema.
    Instituições autorizadas Bancos, instituições de pagamento, financeiras, cooperativas de crédito e outras participantes precisam ser autorizados pelo Banco Central e cumprir as regras do ecossistema.
    Segurança cibernética As instituições adotam controles como criptografia na comunicação, gestão de vulnerabilidades, controle de acesso e proteção das APIs.
    Monitoramento Os participantes mantêm mecanismos para acompanhar acessos, identificar vulnerabilidades e detectar eventos que possam comprometer a operação.
    Fiscalização do Banco Central O BC supervisiona as instituições participantes e pode aplicar medidas de supervisão quando as regras não são cumpridas.
    Revogação do consentimento O cliente pode cancelar a liberação de compartilhamento pelo aplicativo ou internet banking, conforme as regras do open finance.

    Leia também:

    Quais são os benefícios do open banking para a empresa prestadora de serviço financeiro?

    Veja:

    1. Evita ofertas pouco aderentes, com dados mais completos sobre o perfil financeiro do cliente;
    2. Reduz decisões baseadas em informações insuficientes, especialmente em crédito de risco;
    3. Diminui a perda de clientes para concorrentes, com condições mais competitivas e personalizadas;
    4. Evita a fragmentação entre sistemas com APIs bancárias, que integram dados e serviços;
    5. Reduz a dependência de processos manuais, com troca padronizada de informações entre sistemas;
    6. Diminui barreiras para a inovação financeira, ao facilitar a criação e integração de novos serviços.

    Esses ganhos aparecem em diferentes pontos da operação, da análise de crédito à experiência do cliente. A seguir, veja como o open banking ajuda a evitar cada um desses gargalos!

    1. Evita ofertas pouco aderentes

    Uma proposta financeira perde força quando desconsidera o contexto de quem vai recebê-la. Por exemplo, imagine um cliente com investimentos em dois bancos:

    1. No banco X, mantém parte do dinheiro porque a portabilidade rende pontos em um programa de fidelidade;
    2. No banco Y, prefere a experiência do aplicativo e deixa o investimento mínimo para não pagar anuidade.

    Com o open finance, esses dados sobre contas, investimentos, cartões e crédito podem compor uma visão mais completa desse relacionamento. Assim, uma empresa que antes conhecia apenas uma parte da vida financeira do cliente passa a identificar, por exemplo, quais produtos já fazem parte da sua carteira de investimento.

    Essa maior contextualização do público tende a mudar a oferta comercial. Quer um exemplo? Em vez de oferecer outro investimento sem considerar a carteira do usuário, a empresa pode apresentar uma opção com rentabilidade, benefícios ou condições mais competitivas.

    Reparou como conhecer melhor o perfil financeiro do cliente diminui ofertas genéricas e aumenta a relevância da abordagem?

    2. Reduz decisões baseadas em informações insuficientes

    Na análise de crédito, a empresa precisa conhecer o histórico financeiro do cliente: movimentações, pagamentos, operações de crédito, limites e outros compromissos. Porém, quando essas informações estão distribuídas entre diferentes instituições, parte desse histórico fica fora da análise.

    Já com o consentimento do cliente, o open finance centraliza esses dados no processo de avaliação. Uma fintech pode, por exemplo, levar em conta informações mantidas em outra empresa ao analisar um pedido de crédito. Logo, o histórico passa a reunir mais elementos para avaliar capacidade de pagamento, comportamento financeiro e risco de inadimplência.

    A análise de dados financeiros compartilhados pelo open finance já ganhou escala. Segundo o Banco Central, R$ 31 bilhões em operações de crédito tiveram origem na análise de dados compartilhados pelo open finance entre 2021 e 30 de junho de 2025. 

    Em um dos casos relatados pelo BC, esses números já respondiam por 80% da originação de crédito de novos vendedores.

    O que está por trás dessas estatísticas é uma mudança na própria análise. Isto é, com acesso a informações de diferentes relacionamentos financeiros, a empresa consegue responder perguntas que uma base isolada talvez não esclareça:

    • Quanto o cliente movimenta?
    • Como paga suas obrigações?
    • Quais operações de crédito já possui?
    • Como se comporta financeiramente em outras instituições?

    As respostas ajudam a definir se o crédito faz sentido, qual valor oferecer e em quais condições. Ou seja, com dados financeiros mais completos, a fintech fundamenta melhor suas decisões de crédito.

    3. Diminui a perda de clientes para concorrentes

    Em um mercado com diferentes bancos, fintechs e plataformas financeiras, o cliente não precisa permanecer com a primeira oferta que recebe. E, com o open finance, o próprio Banco Central aponta maior facilidade para contratar produtos em instituições nas quais o cliente ainda não tem vínculo.

    Isto é, em poucos passos, qualquer usuário consegue comparar rapidamente:

    • taxas e tarifas;
    • limites de crédito;
    • condições de empréstimos e financiamentos;
    • rentabilidade de investimentos;
    • benefícios dos produtos.

    Esse novo cenário traz uma pressão adicional sobre empresas prestadoras de serviços financeiros para revisar preços, prazos, limites, benefícios e experiência. Afinal, uma oferta pouco competitiva pode ser facilmente substituída.

    Leia também: Tendências das fintechs que sua empresa precisa conhecer

    4. Evita a fragmentação entre sistemas com APIs bancárias

    Contas, cartões e investimentos podem estar distribuídos entre diferentes empresas. Para o cliente, essa dispersão significa consultar várias plataformas para reunir informações sobre a própria vida financeira. Para quem oferece esses serviços, a fragmentação também dificulta integrar dados e construir uma experiência única.

    É nesse ponto que entram as APIs bancárias. No open finance, diferentes sistemas seguem padrões técnicos para trocar dados e serviços financeiros. O Banco Central define esses padrões e mantém os manuais usados na implementação das APIs.

    Com essa conexão, informações de variados relacionamentos financeiros podem aparecer em uma mesma ferramenta de gestão. Os dados do Banco Central mostram que essa experiência já tem uso recorrente: em 2024, mais de 4 milhões de clientes utilizavam soluções de gestão financeira consolidada, que somaram 47 milhões de acessos.

    5. Reduz a dependência de processos manuais

    Copiar informações de uma plataforma para outra, enviar documentos e preencher novamente dados já disponíveis aumenta o tempo de uma operação. Em escala, esse tipo de etapa também consome recursos da equipe.

    Um exemplo apresentado pelo Banco Central mostra o impacto dessa simplificação: uma cooperativa reduziu de 32 horas para 2h10 o processo de abertura de contas a partir de informações obtidas na esfera do open finance.

    6. Diminui barreiras para a inovação financeira

    Criar um serviço financeiro envolve conectar dados, sistemas e processos. No entanto, quando cada nova solução exige uma estrutura diferente, o tempo e o esforço para colocá-la em operação aumentam.

    Para facilitar, o open finance traz padrões para essas conexões e cria um ambiente mais favorável à integração de novos produtos e serviços. Com uma estrutura comum de integração, empresas exploram novas ofertas sem precisar partir de uma arquitetura diferente a cada iniciativa.

    Um exemplo apresentado pelo Banco Central mostra o que essa integração pode representar: uma das iniciativas levou cartão de crédito a 1,3 milhão de clientes que ainda não tinham acesso ao produto. O caso mostra como a integração de dados e serviços pode abrir novas frentes dentro de uma operação já existente.

    Qual papel as fintechs desempenham no open banking?

    As fintechs ampliam o acesso a serviços financeiros ao combinar tecnologia, dados compartilhados e novos formatos de atendimento. No ecossistema aberto, podem usar informações autorizadas pelos clientes para desenvolver produtos personalizados e integrar pagamentos, crédito e outros serviços à jornada digital, o que cria experiências mais completas e competitivas. 

    Além disso, o compartilhamento de dados permite que empresas de tecnologia financeira desenvolvam ofertas mais alinhadas ao perfil e às necessidades do público. A atuação também expande as possibilidades de integração entre diferentes serviços financeiros.

    Um exemplo é a Zoop com a ferramenta Zoop Payments. Esse gateway de pagamentos é uma solução para empresas contarem com uma plataforma centralizada e de simples utilização para receber pagamentos que são liquidados após o momento da compra.

    Além disso, o Zoop Payments oferece uma diversidade de opções de pagamento, como PIX, boleto bancário, cartão de débito ou crédito e carteiras digitais. Todos esses métodos estão ao alcance do cliente por meio de um checkout simples, rápido e bem convidativo para que ele feche negócio sem maiores dores de cabeça.

    Quem ganha com essa proposta é a empresa com mais organização para o fluxo de pagamentos e por ter uma infraestrutura de pagamento robusta e descomplicada. Além disso, o público também é beneficiado, já que desfruta de uma experiência de compra mais agradável e eficiente.

    Qual a diferença entre open banking e open finance?

    Open Banking concentra o compartilhamento de dados e serviços entre instituições bancárias, enquanto o Open Finance amplia esse ecossistema para fintechs, cooperativas de crédito e outras empresas financeiras. Por abranger mais participantes e serviços, o segundo conceito substituiu gradualmente o uso do primeiro no mercado.

    Leia também: Entenda o que é uma fintech de Open Banking! [Guia completo]

    Como a Zoop conecta serviços financeiros ao seu negócio

    Conforme mencionado, o open banking facilita a conexão entre dados, sistemas e serviços financeiros. Para empresas que querem levar essas possibilidades para o próprio negócio, surge uma questão: como colocar esse plano em prática sem transformar a construção de uma infraestrutura financeira em mais um projeto interno?

    A Zoop, fintech do iFood, Nubank e OLX, pode atuar como parceira nesse processo ao oferecer tecnologia para integrar pagamentos online e presenciais, Pix, split de pagamentos, Tap to Pay e SmartPOS à experiência da empresa.

    Dessa maneira, essas soluções passam a fazer parte dos canais e jornadas que o cliente já conhece, enquanto a Zoop atua nos bastidores da operação. Assim, você mantém o foco no que conhece melhor: seu produto, seus clientes e sua estratégia.

    Então, quer descobrir como levar serviços financeiros para o seu negócio? Converse com um especialista da Zoop. A equipe pode entender o cenário da sua empresa e indicar as alternativas mais adequadas aos seus objetivos.

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