
Big Techs no setor financeiro: impactos e o futuro do mercado

Big Techs no setor financeiro são empresas globais de tecnologia que expandem suas operações para o mercado bancário para oferecer serviços de pagamentos, crédito e seguros. Essas gigantes utilizam bases de dados massivas e infraestrutura digital avançada para entregar soluções ágeis, personalizadas e integradas ao cotidiano digital dos usuários modernos.
Essa atuação redefine as dinâmicas de mercado, pois essas companhias não dependem de agências físicas para escalar.
Por meio de algoritmos sofisticados, transformam o comportamento de consumo em ofertas financeiras e bancárias precisas. Assim, entram em concorrência com bancos tradicionais e desafiam a exclusividade das instituições financeiras tradicionais.
Entenda como aconteceu a evolução das Big Techs no Brasil e no mundo, e o que esperar desse cenário para o futuro.
O que são Big Techs no setor financeiro?
São plataformas tecnológicas globais que utilizam ecossistemas digitais robustos e modernos para fornecer soluções bancárias e de pagamentos. Essas companhias aproveitam o alto engajamento dos usuários em suas redes originais para embutir produtos financeiros de forma fluida, eliminar burocracias e otimizar a experiência do consumidor final.
As Big Techs no setor financeiro realizam a transição de plataformas digitais a players do setor bancário por meio do uso estratégico de dados e inteligência como diferencial competitivo.
Ao criarem ecossistemas financeiros digitais robustos e modernos, essas companhias permitem que o usuário realize todas as transações sem sair do ambiente virtual da marca, o que gera fidelidade extrema.
Um bom exemplo desse modelo de negócio é o iFood que, durante o Zoop Summit 2025, foi citado como uma “Big Tech brasileira”.
Embora o iFood não seja uma empresa nativamente financeira, a infraestrutura de pagamento que usou para construir as suas operações é.
Entenda mais no artigo: “Case de sucesso: como o iFood aumentou sua receita em quase 10% com a Zoop?”
Como aconteceu a evolução das Big Techs financeiras?
A trajetória dessas companhias começou com a oferta de carteiras digitais simples e evoluiu para ecossistemas complexos de crédito, investimentos e seguros. Esse movimento aproveita a capilaridade tecnológica para alcançar nichos antes negligenciados, como consumidores sem histórico de crédito tradicional, e aprimorar as movimentações de dinheiro.
Dessa forma, as Big Techs no setor financeiro tornam o acesso ao dinheiro e soluções bancárias em uma função básica de seus softwares e dispositivos móveis.
Além disso, o ciclo de entrada nesse mercado demonstra a evolução das Big Techs financeiras em etapas bem definidas: primeiro, facilitam o checkout; depois, acumulam saldo e, por fim, oferecem financiamento.
Esse avanço as consolida como intermediárias indispensáveis na economia, o que desafia a hegemonia de bancos que operam com modelos de negócios mais lentos.
Leia também: “Tendências das fintechs que sua empresa precisa conhecer”
Big Techs no Open Finance: qual a relação?
O compartilhamento de dados bancários permite que gigantes da tecnologia acessem o histórico financeiro dos usuários para oferecer produtos extremamente personalizados. Essa integração facilita a criação de ferramentas, como gestão de gastos e comparadores de taxas, diretamente nos sistemas operacionais móveis e plataformas de vendas.
A atuação das Big Techs no Open Finance gera uma capacidade analítica superior para processar grandes volumes de informações.
Ao participarem ativamente do sistema financeiro aberto, essas organizações conseguem se antecipar às necessidades dos clientes e oferecer soluções nos momentos certos, como oferta de crédito no checkout, o que fomenta a adesão às ofertas.
Aprenda mais sobre o tema no artigo: “O que é open finance? Qual o impacto na economia brasileira?”
Qual a influência do Pix na evolução das Big Techs?
O sistema de pagamentos instantâneos funciona como uma ferramenta que reduz custos operacionais e acelera a liquidação de vendas nas plataformas tecnológicas. Essa infraestrutura permite que empresas de tecnologia processem transações sem a necessidade de intermediários tradicionais, o que aumenta as margens de lucro e a retenção de usuários.
O Pix, como infraestrutura estratégica, impulsionou a evolução das Big Techs no setor financeiro, pois facilitou a digitalização de pagamentos em tempo real.
Com a agilidade desse método, conseguem integrar transferências e pagamentos às suas interfaces, o que torna a experiência de uso mais prática e viável para o público brasileiro.
Big Techs no setor financeiro: quais os benefícios e impacto para esse mercado?
A entrada dessas companhias promove a redução de taxas, aumenta a velocidade das operações e força a modernização de todo o sistema bancário. A tecnologia que aplicam garante que processos complexos, como a abertura de contas ou análise de risco, ocorram em segundos, o que beneficia diretamente o usuário final.
Além disso, a atuação das Big Techs no setor financeiro gera impactos significativos na estrutura desse mercado, como:
- promoção à inclusão financeira e democratização: serviços digitais simplificados permitem que milhões de pessoas desbancarizadas acessem contas e meios de pagamento pelo celular. Essa facilidade reduz barreiras geográficas e econômicas, e permite que a população de baixa renda participe ativamente da economia;
- aumento da competitividade e fomento à inovação: a presença de novos entrantes estimula a criação de funcionalidades inéditas e a disputa por melhores condições para o cliente. Esse cenário favorece o surgimento de soluções disruptivas que aceleram a transformação digital das instituições tradicionais;
- concorrência com bancos: esse impacto resulta em ofertas mais atraentes e interfaces mais amigáveis para os usuários bancários. As empresas de tecnologia utilizam sua agilidade para ocupar espaços que os bancos tradicionais demoram a preencher e alteram consideravelmente a hierarquia do poder econômico;
- aprimoramento da experiência do consumidor: o foco total na jornada do usuário garante que as transações ocorram com o mínimo de cliques e máxima segurança. Essa dinâmica transforma o uso do dinheiro em um processo invisível e integrado, e remove atritos que afetam a relação entre os clientes e bancos.
Quais os principais desafios e riscos das Big Techs financeiras?
A concentração excessiva de dados em poucas companhias pode gerar vulnerabilidades sistêmicas e dificultar a entrada de novos competidores menores. Além disso, a complexidade das normas bancárias exige que essas empresas mantenham estruturas de compliance rigorosas para evitar multas pesadas e problemas com a lavagem de dinheiro.
Os riscos da atuação das Big Techs no setor financeiro envolvem também a segurança cibernética em escala global. Segundo os resultados da 28ª Global CEO Survey, da PwC, essa é a principal ameaça para esse mercado, com 43% do apontamento.
Qualquer falha técnica pode paralisar pagamentos de milhões de pessoas simultaneamente, o que exige uma infraestrutura de redundância e proteção superior à que essas empresas utilizavam originalmente em seus serviços de tecnologia.
Além dessa questão, é preciso considerar:
- regulação e supervisão: é crucial equilibrar a inovação tecnológica com a necessidade de manter a estabilidade do sistema financeiro nacional. A fiscalização garante que a expansão das gigantes digitais não crie riscos sistêmicos ou monopólios que prejudiquem a livre iniciativa e a proteção dos dados dos usuários;
- confiança e segurança: investimentos em criptografia e autenticação biométrica, por exemplo, reforçam a proteção contra fraudes em ambientes digitais altamente integrados. A segurança é um pilar fundamental para manter a reputação das marcas e garantir transações sem interrupções ou vulnerabilidades;
- limites operacionais e reputacionais: é preciso atenção a crises de imagem relacionadas à privacidade e ao uso ético de dados pessoais. O equilíbrio entre a oferta de serviços financeiros e a manutenção da transparência é essencial para evitar sanções legais e o abandono por parte dos usuários.
Ecossistemas financeiros digitais: o que esperar para o futuro?
A integração entre redes sociais, comércio eletrônico e serviços bancários criará ambientes nos quais as transações financeiras acontecerão de forma quase imperceptível. A Inteligência Artificial será a protagonista, com automatização de decisões de investimento e antecipação das necessidades de crédito com base no comportamento em tempo real de cada indivíduo.
De acordo com o relatório da Accenture, a IA será responsável por uma nova era nos ecossistemas financeiros digitais.
Os bancos se tornarão consultores confiáveis, o que tende a estreitar relacionamentos e fornecer experiências personalizadas aos clientes.
Até 2030, IA generativa desbloqueará a próxima onda de inovação, com o cliente no centro das operações, a fim de gerar empoderamento financeiro a todos.
A mesma tecnologia tornará as instituições bancárias mais acessíveis, o que facilitará a oferta de serviços personalizados, proativos e inclusivos para pessoas físicas e jurídicas.
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